A venda de livros ganha um novo fôlego no Brasil embalada pelo home office praticado pelas empresas e pelo distanciamento social indicado como prevenção ao contágio pelo coronavírus, conforme apurou o 11º Painel do Varejo de Livros no Brasil de 2020 realizado pelo Sindicato Nacional dos Editores de Livros (SNEL) e pela Nielsen.
Depois de acentuada queda no início da pandemia a curva se inverteu e o setor encerrou o ano passado com 32,81 milhões de livros vendidos e faturamento de R$ 1,39 bilhão, resultado bem próximo do alcançado em 2019, com 33,50 milhões de unidades vendidas e movimentação de R$ 1,43 bilhão.
Nesse momento em que a ciência pauta o debate da sociedade mundial em face da pandemia cresce o interesse pela espiritualidade. Os resultados do inquérito Global Attitudes Survey , do Pew Research Center, divulgados no início deste ano, são reveladores dessa realidade. Na amostra, com 38.426 entrevistados de 34 países, 62% afirmaram que a religião tem um papel importante em suas vidas.
No ritmo dessa tendência, acaba de sair do prelo o livro Viver de Novo, de Antonio Benjamin Diomede, sobre a temática da continuidade da vida, que intriga laicos e religiosos de todos os credos e atrai a atenção tanto da ciência quanto das artes. “Não há sentido uma vida sem sentido”, afirma Niels Bohr, cientista que propôs um modelo para o átomo de hidrogênio a partir dos conceitos de física quântica. Raciocínio idêntico desenvolveu o poeta brasileiro Mario Quintana: "Morrer, que me importa? (...) O diabo é deixar de viver".
A falta de sentido da vida expressa no raciocínio de Bohr, conforme indica Diomede, é a finitude. “A vida só tem sentido se houver continuidade”, defende. “Assim, ao constatar que a morte segue a vida é lícito concluir que a vida segue a morte, em ciclos que se alternam em diferentes dimensões.”
Ao propor e estimular o debate sobre os ciclos da existência, Viver de Novo inaugura uma nova perspectiva para a reflexão sobre a vida e a morte e o leitor é induzido ao questionamento, à investigação e à pesquisa para que busque, ele mesmo, suas próprias respostas sobre esse tema tão delicado.
"O que somos, de onde viemos, onde estaremos e para onde iremos?", pergunta Diomede. As possíveis respostas a essas questões não delimitam o certo e o errado, mas evidenciam seu distanciamento da superficialidade, sobretudo por envolver considerável cota de mistério.
Estudioso do espiritismo há cinco décadas, Diomede vem aprimorando ano a ano a apostila do seu curso “Reflexões sobre a Vida e a Morte”. A cada atualização do conteúdo, o professor era alertado por amigos de que tinha em mãos um material de grande utilidade para publicação. A ideia amadureceu e agora torna-se realidade em 200 páginas apresentando fatos históricos, filosofia e questionamentos diversos acerca da dualidade vida e morte.
No livro, o autor apresenta suas vivências e aprendizados, expõe abertamente suas dúvidas e, ainda na apresentação, alerta: “Mais do que ler, pense. Os questionamentos multiplicam-se conforme sua capacidade de refletir...” Cada interrogação, segundo ele, tem o propósito de conduzir o leitor às suas próprias conclusões.
O texto não objetiva reiterar nenhuma certeza, mas estimular a discussão sobre questões da existência que passam despercebidas pela maioria das pessoas. “A Terra, por exemplo, é um veículo que viaja ao redor do sol em alta velocidade – mais de 100.000 km por hora –, seus passageiros viajam do lado de fora sem cinto de segurança e mesmo assim não são arremessados ao espaço”, observa Diomede.
Em produção da Fontenele Publicações, Viver de Novo é apresentado em oito capítulos – quatro sobre a vida e quatro sobre a morte – em que o leitor toma conhecimento de uma viagem interplanetária. Cada viajante embarca na nave espacial Terra, veste um traje especial – o corpo –, passa por experiências exclusivas e tem consciência de que em determinado momento terá de fazer a viagem de volta para o lugar de onde veio. “E que lugar é esse?”, questiona Diomede. O prazo para retornar, igualmente, ninguém sabe, mas o autor indica que diversos fatores podem contribuir para abreviar esse tempo.
Ao transitar pela filosofia da existência, do ser ou não ser, o autor propõe deixar de lado sectarismos e preconceitos e procura compatibilizar ciência e espiritualidade.
Ele informa que os conceitos apresentados se fundamentam na ciência, a partir da obra de Allan Kardec, que codificou o espiritismo em meados do século 19. “Kardec foi um dos pioneiros a propor uma investigação científica, racional e baseada em fatos observáveis, das experiências espirituais...”, afirma Alexander Moreira-Almeida, professor da Escola de Medicina da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) e diretor do Núcleo de Pesquisas em Espiritualidade e Saúde da UFJF. A proposta mais ousada de Kardec, segundo ele, foi a de naturalizar a dimensão espiritual, tornando-a, assim, passível de investigação científica.
Viver de Novo está disponível nas livrarias virtuais Amazon, Submarino, Lojas Americanas e Fontenele Publicações. Contatos com o autor podem ser feitos pelo site https://www.editorafontenele.com.br.
Website: https://www.editorafontenele.com.br