Usuários do TikTok trazem de volta a cultura emo
DINO
Usuários do TikTok trazem de volta a cultura emo

Rede social favorita da Geração Z, dos nascidos entre 1995 e 2015, o TikTok vem registrando um crescente interesse de seus usuários por um estilo musical que fez muito adolescente chorar no início dos anos 2000: o emocore. Basta seguir a hashtag #emophase, com mais de 930 milhões de visualizações no app, para ver uma legião de jovens cantando e dançando Dear Maria Count Me In , música da banda emo All Time Low , lançada em 2007, afirmando que a fase emo não era bem uma fase, mas um estilo de vida.

Tanto que o movimento está extrapolando as redes sociais e chegando aos palcos. When We Were Young , festival que acontece dia 22 de outubro em Las Vegas, nos Estados Unidos, vai reunir astros precursores do estilo como My Chemical Romance, Paramore e Avril Lavigne, com estrelas do TikTok como Jxdn, Lil Huddy e Nessa Barrett. Os ingressos, a partir de US$ 250, esgotaram em poucos dias.

O revival da cultura emo começou a decolar na internet em setembro de 2020, quando o rapper norte-americano Machine Gun Kelly lançou o álbum Tickets To My Downfall , em parceria com o ex-baterista do Blink-182, Travis Barker, figura icônica da cena emo original. O álbum, que inclui um cover de Misery Business do Paramore, foi viral na rede e alcançou o primeiro lugar nas paradas da Billboard. 

Essa não é a primeira colaboração de Travis Barker que faz barulho atualmente. Nos últimos anos, o baterista tornou-se extremamente ativo no trabalho com influenciadores no TikTok e criou uma espécie de ópera rock, Downfalls High , usando o álbum de Kelly como trilha sonora para um drama adolescente estrelado pelo influenciador digital Chase Hudson e o astro de Euphoria, da HBO, Sydney Sweeney.

Na esteira de Travis, outras colaborações vêm agitando as redes sociais. No ano passado, foi a vez do canadense Mod Sun lançar Internet Killed The Rock Star , sucesso em parceria com a estrela do rock emo, Avril Lavigne, atualmente sua namorada. “No TikTok são os usuários que determinam quem será a próxima grande estrela, não os executivos de uma gravadora. Isso nunca aconteceu antes na história da música”, afirma Mod Sun.

“A geração que cresceu ouvindo Linkin Park e Simple Plan é hoje a geração que prevalece no TikTok”, comenta a produtora brasileira SARTØR, que trabalhou com o fenômeno da internet Jacob Sartorius, um jovem de 19 anos que possui mais seguidores no aplicativo que o astro canadense Justin Bieber. “Estamos vivendo uma fase de nostalgia misturada com sede de inovação, por isso a fusão de emocore com gêneros musicais distintos”, afirma a paulistana, que produziu o sucesso Dirty Laundry , do álbum Road to Grapeness da dupla norte-americana Terror Jr. Reconhecida por adicionar percussão e batidas brasileiras em suas produções de rock melódico e hip-hop, SARTØR está em alta demanda no mercado norte-americano. “Existem muitos fãs da cultura emo no Brasil e também uma presença grande de brasileiros no TikTok. Os artistas internacionais estão de olho nesse público para elevar os números e quebrar a internet”, afirma a produtora. 

Segundo dados da consultoria alemã Statista, o Brasil é o segundo país que mais usa o TikTok no mundo, atrás apenas da China, país de origem da empresa que controla o aplicativo, a Bytedance. Os Estados Unidos aparecem em sexto lugar no ranking da rede social que soma 1 bilhão de usuários ativos globalmente por mês.

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Website: https://www.tiktok.com/tag/emophase?lang=en

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