A Confederação Nacional das Indústrias (CNI) divulgou no último dia 30 dados do Panorama da Pequena Indústria (PPI) , que revelou queda nos quatro indicadores mensurados na pesquisa referente ao último trimestre de 2022: confiança, perspectiva, situação financeira e desempenho. Apesar da retração constatada nas micro e pequenas indústrias analisadas, os números se mantiveram acima da média histórica.
O índice Desempenho obteve 3,1 pontos a menos que o trimestre anterior, fechando o quarto trimestre com 44,3 pontos. A média histórica para este período é de 43,8 pontos.
Após um trimestre positivo para a indústria de pequeno porte, a queda registrada no fim do ano pode ter sido uma questão sazonal, conforme apontou a especialista em Políticas e Indústria da CNI, Paula Verlangeiro.
A pesquisa também mostrou que houve uma alteração nos principais problemas apontados pelas indústrias, estando na liderança do ranking a dificuldade na obtenção de crédito e insatisfação com a taxa de juros e carga tributária. Nos últimos dois anos, os maiores desafios se davam pela falta ou custo da matéria-prima. Outros motivos de insatisfação revelados pelo estudo foram dificuldades na logística e transporte; demanda interna insuficiente; grande burocracia e competição no mercado.
Quanto ao índice Situação Financeira, apesar de ter apresentado uma redução de 0,7 ponto no último trimestre, obteve um aumento de 1 ponto quando comparado ao mesmo período de 2021. Para os pequenos negócios das indústrias de transformação, construção e extrativista, a insatisfação para obtenção com linhas de crédito, relevantes para o desenvolvimento dos setores, é maior que nos períodos anteriores.
Outro indicador avaliado no levantamento que apresentou mudança é o de Confiança, que sofreu redução para 48,8 pontos no último trimestre de 2022. Desde julho de 2020, esse índice não indicava falta de confiança por parte das micro e pequenas empresas do segmento industrial.
Para o diretor de uma empresa de tecnologia de gestão ERP para pequenas e médias indústrias, Thiago Leão, a confiança do empresário e acesso ao crédito podem influenciar na tomada de decisões sobre a expansão dos negócios, como contratações e investimentos no geral. “Em períodos de maior desafio é importante buscar soluções e melhorias que podem ser implementadas para aumentar a eficiência da fábrica, ajudando na competitividade e lucro, através de parceiros com soluções que apoiem os pequenos negócios”, destacou o especialista.
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