
O aumento das exigências regulatórias em ambientes industriais classificados como de risco, como plataformas de petróleo, refinarias e setores da indústria química, tem impulsionado a adoção de soluções de segurança elétrica mais rigorosas. Um dos elementos fundamentais nesse cenário são os prensa-cabos — dispositivos utilizados para vedar, proteger e manter a integridade das conexões elétricas em atmosferas potencialmente explosivas.
De acordo com a Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) , as normas NBR IEC 60079-0 e 60079-7 estabelecem critérios de segurança para equipamentos utilizados em atmosferas explosivas, incluindo os sistemas de entrada de cabos. A vedação correta é crucial para evitar a entrada de gases inflamáveis e poeiras combustíveis que poderiam gerar curtos-circuitos ou ignições acidentais.
Um estudo da Fundacentro , órgão ligado ao Ministério do Trabalho, destaca que o uso de componentes certificados é uma medida essencial para prevenir acidentes elétricos e incêndios em áreas industriais de risco elevado.
Nesse contexto, empresas especializadas em conectividade industrial têm investido no desenvolvimento de componentes certificados que atendam às normas internacionais, como as certificações ATEX(Europa) e IECEx(global). Tais certificações são reconhecidas por regulamentar a segurança de produtos aplicados em zonas classificadas.
Um exemplo técnico está no portfólio da Hummel Connector Systems , cujos prensa-cabos são projetados conforme as normas internacionais citadas. Modelos como os de aço inoxidável, por exemplo, são recomendados para ambientes com alta exposição a agentes químicos e variações de temperatura, enquanto versões em poliamida são indicadas para aplicações onde a redução de peso é um fator crítico.
A utilização de prensa-cabos em conformidade com essas exigências tem se mostrado uma prática fundamental para manter a integridade dos sistemas elétricos, reduzindo falhas e ampliando a vida útil das instalações. Ao mesmo tempo, reforça o cumprimento das diretrizes de segurança ocupacional previstas por órgãos nacionais e internacionais.