
De acordo com dados levantados pelo relatório de Identidade e Fraude 2025 da Serasa Experian, divulgados no site Meio & Mensagem, 82% dos consumidores brasileiros realizam pelo menos uma compra online por mês.
A pesquisa também revelou que as mulheres são as principais responsáveis por comprar e vender produtos online e se destacam no consumo em quase todas as categorias, sobretudo em roupas, itens eletrônicos e produtos voltados à beleza e ao bem-estar.A compra de determinados produtos online exige uma descrição mais detalhada por parte dos vendedores, como ocorre no mercado de perfumaria. Ricardo Castilho, sócio-proprietário do e-commerce de perfumes Gold Glow, explica que escolher um perfume sem testar ainda gera insegurança, já que se trata de um produto sensorial, fortemente ligado ao olfato e à memória afetiva.“Sem poder sentir o perfume, o cliente precisa confiar em descrições precisas, em referências olfativas e em avaliações de outros usuários. Outro desafio é a interpretação das famílias olfativas. Muitas pessoas não sabem exatamente identificar se preferem fragrâncias doces, cítricas, orientais ou amadeiradas, o que pode gerar dúvida no momento da compra. Por isso, a qualidade das informações e a clareza na comunicação fazem toda a diferença nesse processo”, detalha.Para tornar essa experiência mais assertiva e personalizada, a Gold Glow investe em descrições completas, com explicações sobre notas, famílias olfativas, intensidade e projeção. Outras estratégias incluem comparações com fragrâncias populares e um atendimento humanizado via WhatsApp, com consultoria real.“Além disso, temos ferramentas digitais e um questionário olfativo interno que nos ajuda a identificar o estilo do cliente. Com base nas respostas, como preferência por perfumes doces, cítricos, intensos ou discretos, conseguimos direcionar o consumidor para categorias específicas e para fragrâncias que fazem sentido para o perfil dele”, informa.O marketing sensorial da marca também busca traduzir sensações para o ambiente digital. Ao transformar o aroma em narrativa, por meio de imagens, emoções e contextos, o cliente cria uma memória olfativa imaginada.
“Usamos descrições sensoriais detalhadas, vídeos explicativos, comparações com perfumes conhecidos, storytelling sobre as notas e até imagens que evocam o clima daquela fragrância. Tudo isso aproxima o cliente da experiência real do perfume, mesmo que ele ainda não tenha sentido o aroma”, acrescenta.
Comportamento de compra e novas exigências do público
Segundo Ricardo, o comportamento do consumidor de perfumaria evoluiu nos últimos anos. Hoje, o comprador pesquisa e compara para compreender melhor o perfume antes de finalizar a compra. Além disso, a busca por praticidade e agilidade também tem moldado o mercado.