Especialista explica os riscos silenciosos dos anabolizantes
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Especialista explica os riscos silenciosos dos anabolizantes

A busca pelo corpo perfeito tem impulsionado o consumo de esteroides anabolizantes androgênicos (EAA) no Brasil a níveis preocupantes. Por trás da promessa de resultados rápidos e do corpo perfeito, há uma série de riscos ocultos que, em muitos casos, só se manifestam quando o problema já está quase irreversível.

Segundo levantamento recente citado pelo Portal Imirante , a comercialização legal dessas substâncias cresceu 700% entre 2018 e 2025, com alta adicional de 20% apenas no último ano. Este fenômeno coloca em xeque a segurança de milhares de pessoas que o utilizam sem a orientação adequada e sem acompanhamento profissional.

Os esteroides anabolizantes androgênicos são derivados sintéticos da testosterona, desenvolvidos originalmente para fins terapêuticos, como o tratamento de hipogonadismo e de condições que causam perda severa de massa muscular. O uso dessas substâncias com finalidade estética ou para melhora de desempenho esportivo foi proibido pelo Conselho Federal de Medicina (CFM) desde 2023, por meio de resolução que veta a prescrição de terapias hormonais com EAA tanto para atletas profissionais quanto para amadores.

A norma foi construída sobre ampla base de evidências científicas que documentam os efeitos adversos do uso não terapêutico dessas substâncias. “Mesmo vetado, o consumo segue em alta, impulsionado pela facilidade de acesso ao mercado informal e pela disseminação de informações equivocadas em ambientes digitais”, diz Dr. Fernando Marsicano.

Dados da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia ( SBEM ) indicam que cerca de 6,4% dos homens no Brasil já fizeram uso de anabolizantes, com taxas ainda mais elevadas entre frequentadores de academias. Levantamento da mesma entidade, publicado pelo Jornal da USP , apontou que um em cada 16 estudantes no país já utilizou essas substâncias, com crescimento de 67% entre alunos do ensino médio desde 1996.

A Associação Médica Brasileira ( AMB ) registrou crescimento de 45% nas vendas de anabolizantes industrializados entre 2019 e 2021, evidenciando que a expansão do mercado supera o alcance das regulações vigentes. Do ponto de vista cardiovascular, pesquisa publicada em 2024 no periódico Jama revelou que o uso de EAA aumenta em 2,8 vezes o risco de morte, com efeitos que incluem hipertrofia cardíaca, infarto agudo do miocárdio, aterosclerose, hipertensão arterial sistêmica e estado de hipercoagulabilidade com risco elevado de trombose.

“O papel do urologista neste cenário é o de prevenir, monitorar, acompanhar e tratar os impactos que o uso deles causa no sistema reprodutivo e hormonal masculino, reduzindo os danos durante e auxiliando na recuperação da saúde após a interrupção do ciclo. O acompanhamento urológico é indispensável para qualquer pessoa que já fez ou ainda faz uso dessas substâncias. Os danos ao sistema reprodutivo são, em muitos casos, silenciosos e progressivos”, afirma Dr. Fernando Marsicano. Entre as condições diretamente avaliadas pelo especialista estão infertilidade, disfunção erétil, atrofia testicular, ginecomastia e alterações prostáticas.

Dados citados pelo Estado de Minas em fevereiro de 2025 apontam que cerca de 15% dos jovens que praticam musculação intensiva com uso de anabolizantes já apresentam sinais de disfunção hormonal e infertilidade, com base em levantamento atribuído à Sociedade Brasileira de Urologia (SBU). “Na grande maioria, a pessoa só percebe o impacto na fertilidade quando o quadro já está quase irreversível. O espermograma e os exames hormonais são ferramentas essenciais para mapear o real estado do sistema reprodutivo”, detalha o Dr. Fernando.

Para o especialista, “após a interrupção do uso, o organismo pode sofrer uma verdadeira pane hormonal, com queda acentuada da libido e disfunção erétil. O excesso de hormônios sintéticos pode ainda se converter em estrogênio, provocando ginecomastia, o crescimento das mamas em homens, condição que pode exigir acompanhamento clínico ou intervenção cirúrgica”.

O Dr. Fernando relata ainda que “em relação à próstata, níveis elevados de testosterona podem gerar hiperfunção prostática e sintomas urinários como jato fraco, sensação de esvaziamento incompleto da bexiga e aumento da frequência urinária. Embora não esteja comprovado que os anabolizantes causem câncer de próstata, homens com tumores pré-existentes não tratados adequadamente podem ter progressão acelerada da doença com o uso dessas substâncias, tornando o rastreio indispensável”.

Ele ressalta que, “quando o usuário decide interromper o ciclo, o acompanhamento urológico continua sendo fundamental para orientar na sua (TPC) de forma segura. Ele envolve a retirada gradual das substâncias utilizadas e o uso de medicamentos. Os medicamentos ajudarão o organismo a produzir naturalmente a testosterona, reduzindo riscos como o da abstinência hormonal”.

O médico finaliza dizendo que “o urologista é muitas vezes o primeiro especialista a identificar os sinais de que algo está errado no organismo de quem usa anabolizantes sem controle médico. Uma consulta pode fazer toda a diferença entre a recuperação e sequelas permanentes”.

Para mais informações, basta acessar o site e as redes sociais: Facebook | Instagram

Assessoria de Imprensa



Website: https://uroprostata.com.br/

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