
A abertura da Linha 17-Ouro do metrô de São Paulo, que ficou conhecida como ‘monotrilho’ e conecta o aeroporto de Congonhas à Linha 5-Lilás e à Linha 9-Esmeralda (estação Morumbi), recoloca a região da avenida Luiz Carlos Berrini entre as mais procuradas por ocupantes de lajes comerciais. A avaliação é da F.Reis, incorporadora e construtora que completa 50 anos de atividades em 2026 e, junto a investidores, já aportou R$ 600 milhões na Berrini e na avenida Roberto Marinho, com a construção de cinco edifícios de alto padrão.
“Acreditamos no potencial da Berrini a ponto de manter um landbank da ordem de R$ 100 milhões para novos investimentos na região”, ressalta Dorival A. Pereira, gerente comercial e de novos negócios da F.Reis. “Com a pandemia, essa área que era muito forte em ocupação, principalmente por empresas de tecnologia, teve queda acentuada na demanda por lajes comerciais”, ele recorda.“O monotrilho devolve relevância à Berrini porque agora ela passa a ter metrô”, ele enfatiza. “Nossos prédios, que estão na ‘beirada’ da avenida Roberto Marinho, agora se servem de metrô, ônibus e CPTM. A região está isenta do rodízio semanal de veículos. O acesso do monotrilho ao aeroporto de Congonhas também cria um enorme diferencial do ponto de vista da mobilidade a novos ocupantes”, continua Pereira.Estudos divulgados à época da pandemia, pelas principais consultorias imobiliárias do mercado, mostram que, então uma das regiões consolidadas em absorção de escritórios da capital, a Berrini registrou decréscimo elevado na ocupação dos espaços.Já nos últimos meses de 2025, as pesquisas divulgadas pelas consultorias davam conta de que teria aumentado a tendência de absorção de escritórios nas regiões da Berrini e Chucri Zaidan, sobretudo em virtude da diferença de preços de locação pedidos nessas áreas, chamadas ‘descentralizadas’, das ‘centralizadas’, entre estas a da Faria Lima.“Notamos nos últimos meses aumento considerável na procura por nossos espaços. Para nós, está claro que o mercado da Berrini reaqueceu. O valor de locação na região é substancialmente menor que o da Faria Lima”, resume Pereira.
Roberto Marinho, a “avenida do futuro”
Segundo Dorival Pereira, os empreendimentos da F.Reis na região da Berrini têm cerca de 42 mil m² de área locável e lajes de 450 m² a 700 m², gerando unidades de 200 m² a 1.000 m2. Os edifícios Berrini 1681, Bridge Tower, Berrini Plaza, Berrini Park e Jornalista Roberto Marinho são de classe AA+. Dispõem de elevadores inteligentes, piso elevado, ar-condicionado e infraestrutura de última geração em voz, dados e imagem, por exemplo.
Com mais de 1 milhão de metros quadrados construídos, a F.Reis, ao lado de investidores, está entre os grupos ‘desbravadores’ da Vila Olímpia, onde ergueu mais de uma dezena de empreendimentos comerciais. A empresa também atuou em obras públicas, industriais, residenciais, galpões logísticos e projetos especiais que vão de praças de pedágio a escolas até pontes e instalações hospitalares e militares.
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