
O mercado de dispositivos médicos (DMs) segue em trajetória de crescimento no Brasil e no mundo, impulsionado por transformações tecnológicas, aumento da demanda por serviços de saúde e digitalização dos canais de compra. Dados do Boletim Econômico da Aliança Brasileira da Indústria Inovadora em Saúde (ABIIS), divulgados pelo portal Medicina S/A, apontam que o setor registrou alta de 11,5% em 2024, na comparação com o ano anterior.
Segmentos como reagentes e analisadores tiveram crescimento de 28,4%, enquanto materiais e equipamentos para a saúde avançaram 5,6%. Próteses e implantes (OPME) também apresentaram elevação de 5,2%. No mesmo período, as exportações brasileiras de dispositivos médicos somaram US$ 239 milhões, um aumento de 26% no primeiro trimestre do ano.A consultoria Fortune Business Insights projeta que o mercado global de dispositivos médicos pode atingir US$ 886,68 bilhões até 2032, refletindo uma tendência de expansão sustentada por inovações tecnológicas, envelhecimento populacional e maior acesso a diagnósticos e tratamentos.No Brasil, esse movimento tem estimulado a atuação de empresas especializadas no comércio eletrônico de produtos médicos. A Magazine Médica, e-commerce voltado ao setor, tem acompanhado esse avanço com uma estratégia de crescimento baseada em digitalização, ampliação de portfólio e fortalecimento logístico.Focamos na expansão do programa de importação e no crescimento do portfólio Private Label, com produtos de marca própria. “Essa iniciativa ampliou nossa capacidade de oferecer soluções exclusivas, assegurando maior controle sobre qualidade, certificações e competitividade de preço”, explica o diretor de operações da empresa, Filipe Magro. A estratégia inclui parcerias com fabricantes internacionais e foco em compliance regulatório, o que tem fortalecido a resiliência da cadeia de suprimentos.
Para atender à crescente demanda em diferentes regiões do país e oferecer cobertura nacional, a Magazine Médica estruturou um modelo logístico que combina infraestrutura própria com uma rede de parceiros especializados.
A empresa também investiu em operadores logísticos com expertise no transporte de produtos médicos, além de ampliar sua base de parceiros e subsidiar parte dos custos de transporte especializado. “Fazemos isso porque entendemos que a logística é parte essencial da jornada do cliente. Esse desenho operacional nos permite garantir cobertura nacional, assegurando que clínicas, profissionais e instituições de saúde recebam seus produtos com rapidez, segurança e conformidade com as normas do setor”, revela o diretor.
De acordo com o executivo, a digitalização do consumo também tem influenciado o comportamento dos profissionais de saúde na hora da compra. “Hoje, profissionais e gestores buscam agilidade, transparência em informações técnicas e certificações, histórico de compras e integração com sistemas internos”, observa. A navegação em plataformas digitais, segundo ele, facilita a montagem de pedidos e acelera processos de reposição de estoque, além de elevar o nível de exigência no pós-venda.“Além disso, em 2024, concluímos ciclos importantes de modernização tecnológica e campanhas estratégicas para reforçar nossa posição no e-commerce médico no Brasil. Nosso crescimento é fruto de uma transformação estruturada de dentro para fora, com foco na cultura interna e processos”, afirma Magro.A empresa também investiu em um programa de Sucesso do Colaborador, com ações voltadas ao desenvolvimento e engajamento das equipes, o que, segundo o executivo, tem refletido positivamente na experiência dos clientes e nos indicadores de reputação.Perspectivas para o futuro
Com foco no futuro, a Magazine Médica estuda novas estratégias para ampliar sua presença no mercado nacional. Entre os planos estão a estruturação em um novo eixo comercial e investimentos em automação e centros logísticos mais tecnológicos.