
Inovação ganha força nos Centros de Serviços Compartilhados
Segundo dados da MIA, plataforma de inteligência de mercado sobre Centros de Serviços Compartilhados(CSCs) brasileiros do IEG, 44% dos centros já estruturaram um núcleo dedicado à inovação, enquanto outros 35% avaliam implementar essa frente em breve.
Pedro Moi, sócio do IEG e responsável pela plataforma MIA, explica que os dados coletados são provenientes de levantamentos realizados pelo instituto em 2025, com aproximadamente 100 empresas de diferentes portes e setores.
“O critério utilizado foi a existência de uma área formal de inovação dentro do CSC, ou seja, uma estrutura oficialmente constituída, com equipe e atribuições definidas para conduzir iniciativas de inovação”, afirma.De acordo com o especialista, muitos CSCs estão deixando de ser apenas centros de execução de tarefas operacionais e passando a gerar cada vez mais valor estratégico para o negócio. “Uma área de inovação permite que o CSC antecipe demandas, otimize processos continuamente e incorpore novas tecnologias de forma estruturada, em vez de depender de iniciativas pontuais ou isoladas”, acrescenta.Nas empresas que já estruturaram uma área dedicada à inovação, esse núcleo costuma assumir funções que vão da governança à experimentação, automação e fortalecimento da cultura interna, destaca o especialista.Os levantamentos do IEG apontam que essas áreas têm como principais responsabilidades analisar e priorizar iniciativas inovadoras (94%), estimular e engajar novos projetos (91%) e conduzir a governança dessas entregas (91%). Além disso, 72% dizem investir na formação das equipes que participam das iniciativas, e 69% monitoram e comunicam os indicadores de performance.“Na prática, trata-se de um trabalho que acompanha todo o ciclo da inovação (da concepção à implementação) enquanto desenvolve pessoas e sustenta a maturidade dos processos”, Pedro destaca.Ainda segundo o executivo do IEG, os CSCs que possuem uma área de inovação estruturada conseguem dar escala às iniciativas, tanto ampliando o número de projetos executados ao longo do ano quanto contribuindo para a disseminação da cultura de inovação dentro do próprio CSC.“Vale destacar que ainda encontramos barreiras que impedem os CSCs de criarem uma área de inovação. Elas são predominantemente culturais, como resistência a mudanças, aversão ao risco e medo de falhar e falta de comunicação entre departamentos”, analisa.Para o especialista, o que define o sucesso de uma área de inovação em um CSC são resultados concretos e consistência. Segundo ele, uma área bem-sucedida tem metas claras, consegue executar múltiplos projetos ao longo do ano e engajar as equipes no processo.“Também é importante a capacidade de buscar conhecimento fora, seja com universidades, startups ou outras fontes. Inovação não pode ser esforço isolado: precisa estar integrada à operação”, conclui Pedro Moi.Para mais informações, basta acessar: www.ieg.com.br