Visto americano: abrir redes sociais é indicado no turismo
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Visto americano: abrir redes sociais é indicado no turismo

Quem pede o visto americano de turismo e negócios (B1/B2) precisa informar, no formulário DS-160, os nomes de usuário que usou nos últimos cinco anos nas redes sociais listadas no próprio formulário. A pergunta existe desde 31 de maio de 2019, quando o Departamento de Estado dos Estados Unidos passou a pedir identificadores de redes sociais à maioria dos solicitantes. Informar os perfis, porém, não é o mesmo que deixá-los abertos ao público, e, até o momento, essa abertura não é um requisito oficial do visto de turismo.

O comunicado do Departamento de Estado atualizado em 18 de setembro de 2026 enumera as categorias cujos solicitantes devem configurar todos os perfis como públicos ou abertos, entre elas estudante, intercâmbio e alguns vistos de trabalho temporário. A relação foi ampliada em etapas, e o B1/B2 não constava dela. O mesmo texto afirma que o órgão usa todas as fontes de informação disponíveis na triagem dos pedidos e aplica o mesmo padrão rigoroso de verificação a todos os solicitantes de visto.

Nas perguntas e respostas que publicou em 2019, o Departamento de Estado informou que os oficiais consulares não pedem senhas e não tentam contornar as configurações de privacidade dos perfis. O documento também diz que quem nunca usou redes sociais não é recusado por esse motivo e que o formulário aceita a resposta "None". Segundo o mesmo texto, respostas imprecisas ou falsas podem levar à negativa do visto.

A Viaggi Vistos, assessoria de vistos com sede em Goiânia (GO), acompanhou um pedido de visto de turismo que entrou em processo administrativo pela seção 221(g) da lei de imigração americana. Na ocasião, o Consulado Geral dos Estados Unidos em Recife entregou ao solicitante uma carta que pedia a configuração das redes sociais como "público". Segundo o documento, o ajuste serviria "para facilitar a revisão necessária para determinar sua admissão para os Estados Unidos", e o não fornecimento das informações solicitadas pode resultar na recusa do visto e afetar futuras solicitações.

"Ainda não é exigência oficial no visto de turismo, mas é extremamente importante manter as redes sociais no modo público, pelo menos na semana da entrevista", afirma Gianluca Ferro, especialista em visto americano e proprietário da Viaggi Vistos. Segundo ele, as redes sociais costumam revelar muito sobre o estilo de vida, as ideologias e os hobbies de uma pessoa e podem ajudar o entrevistador a analisar melhor o perfil do solicitante. Ferro acredita que a abertura dos perfis vai se tornar obrigatória também no visto de turismo em pouco tempo, como já ocorre em outras categorias de visto americano.

Para quem é dono de negócio, a assessoria recomenda informar no DS-160, além dos perfis pessoais, as redes profissionais da empresa, que podem demonstrar ao consulado que ela existe de fato e tem fluxo regular de clientes. A orientação se limita aos proprietários e não inclui as contas da empresa em que um empregado trabalha. Num pedido de visto de turismo acompanhado pela assessoria, o oficial consular comentou na entrevista, por iniciativa própria, a costela no bafo que a dona de um pequeno restaurante montado na garagem de casa tinha postado dias antes, o que indica que o perfil do negócio foi consultado. Já declarar os perfis usados nas plataformas da lista é obrigatório, como detalha o guia sobre redes sociais no DS-160, e a omissão pode ser tratada como informação falsa.

Mais informações em www.viaggivistos.com.br/noticias/33029-redes-sociais-no-ds-160.

Website: https://www.viaggivistos.com.br/noticias/33029-redes-sociais-no-ds-160

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